12 de outubro de 2008

Sinto, logo escrevo.

Palavreando vou pela longa jornada da vida. Externando meu ser, eternizo meu viver, como se as palavras que se esvaem de minha convivência comigo possuíssem o poder de me definir, me reafirmar e lavrar minha escritura. Os sentimentos ganham forma, cores. Os tons são buscados pela essência das almas que se encontram, enlaçando o momento que se almeja eternizado, a fim de fazer referência àquilo que já não é, mas que não se quer perecido e deseja-se enraizado. Amando, permeando sentimentos em outrem, sem demarcação vivo o que não tem forma, sentindo o definido, indefinido sentimento definido, que não tem sentido se definido, somente se sentido. É como Deus. Uma vez sentido, indescritivel belo encontro indefinível, pois se definível cai-se na tola descrição do sentimento indefinido, que não tem sentido se definido, somente se sentido. Sem sentido do raiar ao pôr-do-sol indiscrição sobre a descrição de um acontecimento corriqueiro e eivado de subsistência. Se penso, logo existo, sinto, logo escrevo, na compreensão do incompreensível, sentimento indefinível, decifrando o indecifrável, revelando o inevitável, sem estragar a essência, abominando a discrepância, para falar de tolerância, reafirmando o que se é, sendo, permanecendo, vivendo, no enlace da vida que nos cerca, para que dancemos na ciranda da vida, no ritmo dos acordes angelicais, desde o raiar do sol até a luz da lua.

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Obrigado por me incentivar a escrita! Você é dom de Deus na minha vida! ;)