22 de outubro de 2007

www.Deus.com.br

Seria tão fácil se nossa vida fosse como uma pesquisa do Google..
Muitas vezes, nos perdemos em pensamentos e atitudes e, apesar de termos diretrizes traçadas, opiniões firmadas em bases sólidas, balançamos.
Por bobagens, posteriormente assim detectadas, nos desligamos daquilo que é o mais importante e nos desvirtuamos do caminho a ser tomado, da palavra a ser dita, da atitude a ser tomada, e, com isso, o momento passa.
Ai que mora o perigo. O momento passa e a oportunidade passa junto. A oportunidade de ser uma pessoa melhor, a pessoa que se busca ser, e acaba passando pelo mesmo, a pessoa velha, quando somos chamados a viver o novo.
É difícil escutar a voz de Deus quando se tem um coração perturbado, seja por motivos torpes ou por reações reais do coração.
O reflexo de nossa alma está em nossas atitudes, ai está o que somos na realidade. Nossos momentos de espontaneidade mostram aquilo que está no escondido de nosso coração e temos medo de mostrar por temer aquilo que os outros vão pensar de nós, e, por fim, acabarmos por perder aqueles que gostamos.
Hoje entendo que aqueles que perdemos, são os que nunca tivemos. Quem nos ama de verdade, quem gosta da gente de verdade, nunca deixa de ser amigo, mesmo distante. São aquelas pessoas que nos aceitam como nós somos, mesmo não sendo pessoas legais o tempo todo, em 100% dos momentos.
Nós só nos mostramos como somos de verdade para aqueles que nos aceitam como nós somos, com as pessoas que se deixam ultrapassar as barreiras iniciais das convenções e se mostram como são. Baixam a guarda e nos deixam compartilhar a convivência com as virtudes e defeitos. Só se vê defeitos em quem se conhece de verdade. Cuidado com os perfeitos. As pessoas, a nosso ver sem defeitos, são aquelas com a qual não tivemos a convivência necessária para se saber como são de verdade, pois só se vê defeitos em quem se conhece na profundidade, quem se deixa baixar a guarda e se mostra espontaneamente. E só se vive de verdade assim.
Muitas vezes montamos, após momentos felizes vividos, um teatrinho de vida feliz, perfeita, com pessoas a qual achamos ser capazes de ser felizes o tempo inteiro e, quando isso não acontece, acabamos por nos decepcionar. A decepção provém da projeção de futuro não realizado. Não nos decepcionamos com o que acontece. Ao contrário. Nos decepcionamos com o que planejamos e não aconteceu. Sou recordista de decepções. Sempre estou arquitetando um plano imbatível e, quando um pequeno detalhe não se concretiza, pronto..Acabou-se!! Começo a mirar meus defeitos, com lente de aumento ao sol e queima, como fogo.. E a deixar de acreditar no plano de Deus pra mim..
Esqueço que, o caminho que escolhi para viver HOJE é o caminho que Deus traçou para mim. E os caminhos de Deus são difíceis.. mas também, olha pro filho do cara, morreu de morte "morrida", ainda numa cruz, como um ladrão.. Ai eu penso, quem sou eu ein pra querer coisa melhor?! O Deus homem viveu de operar milagres nas pessoas, de pregar a palavra, como peregrino, sem casa, sem amanhã, na providência, e eu, que tenho tudo que uma pessoa precisa ter para ser feliz, muitas vezes olho para aquilo que não tem importância. Deus tenha misericórdia de mim! Que consiga viver segundo Tua vontade, amando quem precisa ser amado, sem guardar mágoas ou ressentimentos, perdoando quem tiver que ser perdoado, mesmo que, muitas vezes, não compreenda o porque das coisas, dos acontecimentos, contudo, acreditando piamente que tudo faz parte do meu processo de crescimento pessoal, como uma borboleta que precisa se esforçar dias e dias para sair do casulo, mas só assim ela consegue alçar vôo.. http://www.youtube.com/watch?v=dhpwdAQ6DF0

4 de outubro de 2007

Quem vive de passado é museu!

Engraçado. Quando a gente pensa que já viveu tudo vem aquela sensação de restar algo a ser vivido. Sim, já vivi de tudo. Já vi de tudo. Já presenciei cenas que não desejo ao meu pior inimigo. E já as vivi também, como uma ovelha negra. Contudo, há algo que estou vivendo agora que nunca havia experimentado antes. Estou me sentindo leve. Muito leve. Meus erros do passado já não tem mais poder sobre as minhas escolhas no presente. Eles são o que são, passado. Muitas vezes nos deixamos levar pelo que já vivemos, sem experimentar o novo que a nós é mostrado com tanta clareza. Muitas vezes por orgulho besta renegamos olhar nos olhos daqueles que nos amam e pedir perdão pelo que fizemos de mal, por termos machucado a nós mesmos (e não a eles), pelas inconseqüências da nossa carne, do nosso espírito, que nos fazem empobrecer como pessoas, onde, ao contrário do que imaginamos, eles só querem que nós sejamos felizes e ponto. Muitas vezes nos condenamos tanto pelos atos que cometemos que criamos muralhas em torno de nós e nos prendemos em um mundo que não é nosso, onde do cadeado somente nós temos a chave. Somente nós temos o poder de desvencilhar de nossos erros e alçar vôo rumo à felicidade que nos cerca. Tudo tem dois lados. Todas as situações tem duas faces e a verdade. Cabe a nós ter a paciência suficiente para conseguirmos enxergar os pontos positivos, o que nós temos que aprender naquele momento de dor. Uma vez vi que a gente não cresce na felicidade. A gente cresce no sofrimento, nos momentos tristes, que, algum modo, nos tornam mais fortes e nos trazem lições para uma vida toda, contudo devemos saber olha-los com desejo de aprendizagem, não nos martirizando pelo ocorrido. Como diz o ditado popular, quem vive de passado é museu!

3 de outubro de 2007

Desafio: amar.

Sabe?Ao contrário do que a gente pensa, Deus sabe exatamente quem coloca na nossa vida, para convivermos. Até as pessoas que nós nos perguntamos por quê, pra quê.

Nós estamos constantemente sendo testados. Nossa paciência, nosso amor, nossas virtudes, nossos bons sentimentos. Sabe por quê? Para que eles se fortaleçam, mais e mais. Se morreram é porquê não chegaram sequer a existir.

Sabe aquelas pessoas que estão sempre como vítimas de todas as situações? Aquelas que em todas as histórias alguém está sempre armando contra elas? Pois é, são os medíocres, ou vítimas. Essas pessoas são imprescindíveis em nossas vidas, pois são o nosso equilíbrio. Elas são aquilo que nós não procuramos ser, não devemos ser. Elas nos mostram a cada artimanha desarticulada os fios soltos de um teatro de marionetes, onde nós somos os bonecos co-adjuvantes, e, o medíocre, o ator principal.

A vítima (ou medíocre) sempre é o centro das atenções de todas as situações, uma vez que, em todas, ela foi ou será a vítima de ato seu. Sabido é que o medíocre nunca assume seus erros, é inadmissíavel a humilhação do saber estar errado.

Essas pessoas são como sanguessugas da nossa felicidade, ladrões da nossa verdade. Eles fazem tornar realidade, a qualquer custo, uma mentira existente somente em suas mentes maquiavélicas, onde bandido vira mocinho e vice-versa. E, depois de envolvido nesse faroeste, todos perdem.

Não podemos nos afastar de todas as pessoas assim, alguns até passam desapercebidos e chegam até a ser agradáveis. Aliás, devemos mantê-los perto, mas não o suficiente para furtarem nossa felicidade. Guarde bem a sua, pois ela cria sobre você um escudo indissolúvel, uma vez que, se você não se deixar levar pela teia de aranha traiçoeira armada pelas vítimas onde, ao invés disso, deixar transparecer sua felicidade pela vida e sua confiança nas pessoas, nada lhe acontecerá.

Os medíocres nos fazem acreditar que as pessoas não são leais, quando, na verdade, a vítima não passa de uma usurpadora das nossas crenças, das nossas virtudes, e até da nossa fé.

A melhor forma de combatê-los é amá-los. É difícil. Pra mim, não é possível contudo impossível não é.

P.S.: Tinha escrito coisa beeeeeeeeem melhor, mas sumiu :(, não me pergunte como!! Como não queria perder a essência...

25 de setembro de 2007

A ausência da presença

Saudade..
Ah, que saudade..
Quando se fala sobre a saudade, sempre vem um sentimento de recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, que se deseja tornar a ver ou possuir.
Contudo julgo ir muito além disso.
A saudade consome como o fogo, e abre dentro de nós um buraco preenchido pelas lembranças de quem se gosta e se quer estar junto, convivendo ou pelo menos, tendo contato direto e indissolúvel.
Sabe o que descobri, saudade não está nos dicionários.. Sabia que não tinha tradução em outras linguaguens contudo não imaginava que não possuisse significado no nosso.
Talvez seja porque a saudade é algo tão indescritível, que não se sabe ao certo se é boa ou ruim.
Só sei que sinto constantemente saudades...
Saudades de quem está longe, bem longe.. Saudades de quem está perto, mas ausente.. Saudades de quem já se foi (mamãezinha, como eu te amo...).. Saudades de quem eu deixei no passado, sem olhar para trás.. Saudades daqueles que estão sempre presentes em minha vida, contudo não consigo vê-los todos os dias..
Enfim, creio que a definição que mais se aproxima do sentir saudades seja a ausência da presença daquele que se deseja estar.

24 de setembro de 2007

E viva a diferença!!

Afinal, o que seríamos nós se não fosse a diferença ? O pequeno e o grande, o alto e o baixo, o esquerdo e o direito, o claro e o escuro? Creio que sejamos o avesso daquilo que odiamos nas pessoas, ou pelo menos tentamos ser. Já parou pra pensar que aquilo em que não gosto em meus inimigos normalmente é qualidade que tenho? Odiamos aquilo que tentamos ser e não consegimos. E crescemos quando tentamos. Aquilo que nós amamos nos outros apenas reflete em nós e em nada acrescenta. Conviver com quem está bem todos os dias é muito fácil. O difícil é conviver em harmonia com aquelas pessoas ao qual apenas "suportamos" porquê "é o jeito", e, ainda sim, conseguir arrancar risadas sinceras. Chorar pelo leite derramado também consigo, agora dar a mão a um "inimigo" é humilhante. Mas mais humilhante ainda é para ele, pode ter certeza.

18 de setembro de 2007

Por quê? Pra quê? Se pra quê porquê?

Gostar.. Pra quê? Mas pra quê.. Perguntar porquê? Se o porquê diferença não faz.. Tampouco o pra quê.. Não tem razão de ser.. Senão o de amar como me amam! Mesmo que não amada seja? Importante é viver! Amar.. Mesmo amada não sendo.. Gostar.. Mesmo que de mim não gostem.. Demonstrar.. Mesmo não demonstrando.. Sonhar! Mesmo não realizando.. Querer! Mesmo não conseguindo.. Viver! Mas ai sim, vivendo em sentido lato sensu! Porquê basta eu saber que eu amo .. Pra que meu amor seja derramado nos meus! Mesmo em silêncio.. No vermelhinho do lado esquerdo do peito...

17 de setembro de 2007

Prisma

Sabe o prisma?
É, aquele negocinho que tem uma forma meio esquisitinha..
Aquele que a gente faz no colégio, na feira de ciências?
Pois é, o prisma..
Ele é cheio de espelhos que refletem conforme quem vê, o que vê.
Assim somos nós, somos prismas.
Refletimos aquilo segundo os espelhos de nossa alma.
Nossa vida é aquilo que pensamos de nós.
Nossos sentimentos são aquilo que nós queremos.
As vezes dói, mas só dói quando deixamos doer.
As vezes é alegria, mas só nos alegramos quando queremos. E assim, "a gente vai levando essa vida".
A vida pode ser dolorosa, pode ser melancólica, mas também pode ser de temperança...
A temperança vem daqueles que conseguem ser transparentes e não se enraivecer quando algo o inquieta.
A dor vem da inquietude da alma em aceitar aquilo que não se quer passar. Em não querer passar aquilo que se passa. Em não querer sentir aquilo que se sente. Em não querer viver aquilo que lhe é necessário para se poder crescer, por algum motivo.
A dor é meio como uma tempestade. Quando ela vem forte, parece que estamos em alto mar, à deriva, sem esperanças de amanhã. De repente, aparece ele, imponente, sem se impor (nem precisa), radiante, trazendo as esperanças de um amanhecer calma, tranquilo, e uma sensação gostosa de viver sem esperar, sem colocar as esperanças no futuro...
Mas sim viver o presente, como o sol, que nasce a cada manhã e se põe a cada noite, com seus horários certos e incertos, sem se deixar abatecer com o dia anterior, que a tempestade não o deixou brilhar...