13 de agosto de 2008
Quem dera contigo sempre estar..
Quem me dera sempre estar..
Sob teus cuidados, teu olhar..
Em Ti me deixar abandonar..
Em teus preceitos caminhar..
Quem dera Senhor, contigo sempre estar..
Neste teu caminho que me leva a resgatar..
Tudo aquilo que outro dia se perdeu..
Nos caminhos da discórdia do coração meu..
Quem dera Senhor ter te ouvido..
Em minha vida ter te obedecido..
Onde na contradição de meu coração..
Desbravei caminhos desconhecidos..
E acabei por construir minha própria prisão..
E nesta jornada alheia a Ti..
Me machuquei com os espinhos que outrora me poupaste..
Cicatrizes que marcaram minh’alma..
E jamais hão de sarar..
Se, meu Senhor, em Ti houvesse permanecido..
Meu coração ao Teu tivesse se unido..
Sob Tua guarda teria permanecido..
Naquele tempo em que havia de ter sido..
Mas Senhor se houver de agora me aceitar..
Eu prometo as tuas leis obedecer..
Vacilando o que tiver de vacilar..
Pois assim me fizeste: para cair e contigo levantar..
Contigo Senhor permanecendo..
Vou vivendo o que tiver de viver..
Se for pra te seguir, eu irei..
Nos mesmo caminhos teus, eu seguirei..
Até o fim, onde a Ti encontrarei..
Sempre igual, sempre diferente.
Quando não sabemos explicar, o se passa em nosso ser..A tristeza invade, como enchente.. O que não tem dono, é como espaço público, de comando aleatório, contudo sem direito a eleição. Mas pera lá, onde eu estou?! Cadê a dona de mim? Meu ser não é terreno baldio, já plantei algumas sementes outrora.. Estou esperando os frutos. Acho que esse deva ser o problema. Esperar. Nunca soube. Sempre fui muito afoita, e quando não chega no momento em que espero que venha, pra mim é um desastre.. Desisto muito facilmente de mim. Uma guerra interminável se lança em minha mente, meus pensamentos e vontades estes dias. A guerra quando terminará, não sei, mas acredito que só com a morte. Contudo as batalhas.. nossa que difíceis.. me deixo levar por minhas fraquezas, me esbaldo e caiu de cabeça na lama de meus defeitos, sempre iguais, sempre diferentes. Me sinto uma pecadora sem direitos, somente obrigações. Obrigações estas que não consigo cumprir por vergonha. Mas sei que Deus é maior que tudo! E que minha vergonha faz parte de meus pecados. Fugir sempre é mais fácil. Ser igual também. Fazer a diferença é que é o difícil, o sacrificante e massacrante, principalmente para uma pessoa orgulhosa como eu, que quer estar sempre do lado da razão, do perfeitamente correto, dos panos limpos.. quando Deus nos chama a lavar em silêncio, com ousadia.. É, o silêncio creio que seja virtude das pessoas mais ousadas e corajosas. Os medrosos, como eu, se escondem atrás de muros concretos construídos pelo orgulho, mísera vaidade. Estive pensando esses dias, qual dos apóstolos seria eu, com qual personalidade mais me encaixaria.. Pedro me chama muita atenção, pois, ele tem algo de humano, a contradição, a negação por medo. O medo faz parte de meus pensamentos diariamente. Tenho medo de ser ousada nas coisas do Senhor e não conseguir corresponder às suas expectativas para comigo. Como se Deus fosse se vingar de mim, oras.. Já pensou?! Coitadinha.. se Deus fosse vingativo você não estava nem viva! É, tenho que ter temor ao Senhor, mas não no sentido do medo, e sim do amor.. Amar como Nossa Senhora, sem mais nem menos, simplesmente amar...
Dizem que qualquer lugar é bom para quem não sabe aonde ir. Mas já me perdi no teu imenso mar Senhor, e qualquer lugar é bom sim, se for perto de Ti, por isso creio ainda mais que esse meu período de intemperanças consiste no que Tu querer para mim, parte de meu aprendizado, para seguir-te segundo os teus preceitos...
“Tua presença.. me envolve e me leva a seguir.. Senhor eu dependo de Ti.. A quem irei e adorarei?
Na minha vida.. o tempo passou e eu perdi.. quem dera eu estar sempre aqui, pra teu louvor.. ó Rei dos Reis..”
Um Milagre, Ministério Adoração e Vida
10 de agosto de 2008
Amor, amado meu!
Amar com teu amor eu desejei..
A paz que eu procurava, encontrei!
Consolo igual a esse nunca achei..
Mas em Ti o amor que eu sonhei, encontrei ..
Coração sagrado do amado meu..
Sou do meu amado e meu amado é meu!
Me conduziu pra teu amor..
E tua face me leva ao teu louvor..
Acalenta-me sempre e muito..
No pouco viste que eu posso e muito..
Abrindo-me para o que eu nao sou..
Rendendo-me, nada digo, a não ser: eu vou...
Seguir teus passos até o fim, Senhor!
Me lanço em Ti como aprendiz de teu amor..
Como tu me farei moldar..
No ventre da bem aventurada..
Seguir teus passos sem hoje ou amanhã..
O que fui ontem nao importa, so o que poderei ser..
O que hoje digo e faço crer..
Nada vale se nao for o teu querer..
No teu amor quero mergulhar..
Nas profundezas desse imenso mar..
Sem vacilar.. ou exitar...
Entre as nuves passear.. e em Teu amor, enfim, descansar...
Seguir teus passos até o fim, Senhor!
Me lanço em Ti como aprendiz de teu amor..
Como tu me farei gerar..
No ventre da bem aventurada..
Seguir teus passos sem hoje ou amanhã..
O que fui ontem, não importa, só o que poderei ser..
O que hoje digo e faço crer..
Nada vale se não for o teu querer..
8 de julho de 2008
Peixe Beta..
Sabe?!
Hoje acho que a pessoa sozinha deve ser muito infeliz.
Antes me vangloriava quando meus amigos me julgavam ser independente, vindo a ganhar o apelido de auto-suficiente.
Eu me basto, e depois de mim, eu novamente.
É, pode parecer redundante, mas era assim que me sentia: independente e feliz.
Mas, hoje percebo que a auto-suficiência, a suposta desnecessidade das pessoas é na realidade uma fraqueza, e muito triste.
O sentimento de não sentir a necessidade do outro em nossas vidas provém da dificuldade de se relacionar, de amar e de se deixar ser amado...
É muito triste uma pessoa só. Me vi fraca a partir do momento que tive a idéia de ornamentar a cozinha da minha casa, uns espaços vazios de um móvel, com aquários. Como são espaços pequenos, os aquários seriam pequenos, cabendo somente um peixe. Ai tive a idéia: Pai, compramos peixes beta porque esses peixes além de não nos preocuparmos com a dengue por conta da água parada, sobrevivem sozinhos, não se deixando ocupar espaço com outros peixes.
Não sei se você já viu, mas se colocado em um aquário com outro peixe, o beta ou mata, ou morre.
E porque?! Pra que?! A vida em família é tão e mais saborosa... As vitórias, se não compartilhadas, viram apenas etapas que se esvaem com o tempo. As tristezas são menores, quando compartilhadas. Os momentos de alegria se desdobram por muito mais tempo se existem cúmplices. Enfim.. as dores são mais toleráveis, a vida fica mais leve, sempre quando dividimos o amor e a dor. O amor sem ter quem seja amado é só amor que se perde na eternidade, e vira rancor. Rancorosa a pessoa que não se deixa amar, e acaba vivendo uma vida de eu poderia: Eu poderia ter amado e não amei. Eu poderia viver e não vivi. Eu poderia sorrir e não sorri.
Já dizia o poeta: é impossível ser feliz sozinho... E é mesmo. Nada como partilhar a vida!
18 de junho de 2008
Permeando amor, semeando amizade!
Hoje sinto uma saudade imensa, mas uma saudade diferente, ao olhar para minha vida com um olhar diferente. De onde estava vi meu pai e minha irmã a conversarem enquanto iam me deixar na Recado, para ir ao meu retiro. Meu pai ficaria para ver a missa comigo, minha irmã, ia sair. Conversavam sobre coisas banais do nosso dia-a-dia, do cotidiano nacional, quando repentinamente me veio uma saudade imensurável de minha mãe. Saudade de debater as rotinas. Saudade de falar sobre o meu dia, ou até de não falar nada, mas teria sido mais um dia de vivência ao seu lado, sabendo que ela estaria ali, qualquer coisa. Ou ainda a projeção que me veio a mente de como ela reagiria ou qual seria o pensamento dela naquele momento sobre aquele assunto banal, que em nada acrescenta em nossa vida, mas que, naquele ponto, como família, somos iguais e comungamos das mesmas idéias e opiniões. Neste momento, chorei em silêncio, um choro contido e o interrompi, como sempre, meus devaneios para os meus não perceberem o meu sofrimento pela projeção de algo que não existiria mais, nunca mais. A verdade é que sempre sofri calada pela ausência da presença de minha mãe. Sempre achei meu sofrimento gota derramada no mar frente ao sofrimento de tantas pessoas que já encontrei na vida. Tantos medos, anseios não realizados, enfim, angústias suplicantes de atenção e pedidos clamorosos de auxílio, meu auxílio. A partir daí me sentia tão pequena, com um sofrimento que eu não tinha mais o direito de ter, pois ela já se foi mesmo. Mas aquele do meu amigo não, era real, palpável, solucionável, quem sabe eu poderia ajuda-lo. E acabava sempre por esquecer de mim mesma, e lembrando do outro.
A verdade é que sempre fugi da verdade, me escondendo nos outros por qual eu passei na vida, quando sempre senti um enorme vazio, do que eu poderia ter vivido, do que eu poderia ter sentido, de quanto eu poderia ter amado, de como poderia ter sido diferente, e, ao mesmo momento me vem um sentimento de ter sido furtada a minha felicidade, pela ausência desses momentos que só existem em mim, onde, infelizmente, Deus não pode me dar uma segunda chance.
Meu olhar se prende hoje ao passado, nos momentos em que fui intensamente amada como filha, e na ingratidão de nunca ter exposto um amor à minha mãe, até pela pouca idade não reconhecer a importância real que ela tinha na minha vida.
Deus já me deu várias provas de sua misericórdia infinita, e, com todos esses pensamentos tortuosos, me sinto uma hipócrita e mal criada e agradecida ao pedi-lo que cuide bem do meu bem mais precioso: minha mãe, ao qual só descobri o real valor agora. Tudo o que sou, o que tenho e o que vou ser e será conquistado devo à formadora do meu caráter, da minha pessoa, mas, antes de tudo, à Deus. Hoje sei que a solidão que toma conta do meu ser e assola a minha vida é proveniente da ausência Dele, e da dela também, verdadeiramente em mim, me deixando ser amada.
Fugir sempre foi muito fácil, até hoje. Não há mais para onde ir, lugares para me esconder de ti, Senhor. Tua luz clareia toda a minha mente, ando sem precisar tatear no jardim que para mim tu preparaste, mas insisto em me esconder no único lugar escuro, na caverna, ao lado da sombra. Finjo paralisia de meus membros, interpreto minha deficiência física, como uma bela atriz.
Mas tu senhor, no auge de tua mansidão, de tua paciência vem me dizer que espera ansiosa a cura de minhas doenças, minhas mazelas, quando, por diversas vezes, em minhas falhas te agredi, mesmo pensando ser sem querer. So tenho em meu coração um sentimento, uma atitude neste instante: a de pedir perdão, pela minha pouca fé e, por muitas vezes, ausência dela, pois não encontro em mim outra maneira de escoimar minhas falhas, sempre as mesmas, sempre diferentes. Perdão por querer ser igual, quando Tu me preparaste e protegeu, desde sempre, para ser diferente. O Senhor me agraciou com a minha existência abençoada, sempre cercada de cuidados santos, e eu não faço prevalecer a Tua vontade. Ajudai-me Pai a cumprir os Teus desígnios, a ser luz para os meus, a ser mistério e alegria, cura e sabedoria, que eu consiga levar a Ti sem ao menos pronunciar o Teu nome. E perdão por sempre recair nas mesmas conversas de sempre, como desculpas para me afastar de Ti. Se não tenho tudo o que amo, amarei com todo o meu ser tudo o que o Senhor me deixou e me conceber em minha caminhada, para meus cuidados.
Afastai-vos todos aqueles que me roubam de mim mesma. Se quiser se aproximar, que se aproxime, mas não venha para desrespeitar o amor que me faz amar. Não queira de mim aquilo que eu não posso dar, e nem me ofereça aquilo que é demais para mim receber. Aceite-me, por favor, como sou. Do contrário, melhor esvair nossa convivência. Aprendamos a viver as diferenças e a respeitar a integridade que vive no outro, permeando amor, semeando amizade!
“Não é tua piedade a tua esperança, e a integridade da tua vida, a tua segurança?”
Jó 4, 6.
6 de fevereiro de 2008
Carlinha Lacerda segundo Suzan Keila
Sonhos, medos e anseios.
Amores, amigos e família.
Defendo-me.
Que tolice.
Quem irá me machucar?
Quem irá me julgar?
Tenho medo de mim.
Medo do que há pra gostar emedo do que há pra julgar.
Medo de não agradar...enfim!
Quero voar,mas cortaram-me as asas.
Sinto-me um pássaro,que em meio à imensidão da natureza,só pode contemplar...
O que há?
Eu quis assim.
Um muro alto e forte,pus frente a mim.
Quero voar,me arriscar, perder o tino,me apaixonar,cair,levantar vôo eapreciar a vida que tenho p'ra levar!
28 de janeiro de 2008
Síndrome do conformismo..
As vezes penso viver mais do mesmo.
Quando penso que mudei, recaio e vejo que vivo em função do que fui e não queria mais ser.
Todos os meus erros insistem em fazer parte de mim, e o que fui volta a ser o que sou.
Velhos fantasmas voltam a encobrir minha mente, meus pensamentos, e interferem inclusive em minha razão, ao qual apesar de saber que não tem nada haver, me recolho a mim mesma, como se não precisasse de mais nada, mais niguém.
Crio um muro largo e forte em torno de mim, de meus sentimentos, e o que é pra ser compatilhado guardo em um quarto escuro, longe de tudo e todos.
Não sei explicar o porquê, o pra quê. Pra mim tudo tem que ter explicação, mesmo o inexplicável. Inocente criança.. Pena que você cresceu e é impossível saber o porquê e o pra quê de tudo o que você vivencia..
Impossível admitir minha dependência das pessoas que comigo convivem. Não admito o que sinto, prefiro me afastar, manter distância a me arriscar a ter e perder logo em seguida. Ao primeiro sinal de decepção à vista, fui! A verdade é que ninguém detém propriedade de ninguém.. e a decepção normalmente provém da projeção que fiz sobre algo que eu quis que fosse do meu jeito, e saiu de outro. No meu tempo, e tem outro. E, se não sai do meu jeito, fui novamente.
É Carla Lacerda, vamos crescer...
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